
AA.VV., Encenar a Cidade; intervenções artísticas nos tapumes das obras do Metropolitano de Lisboa, Metropolitano, Lisboa, 1994.
As considerações iniciais de Consiglieri Pedroso e Simonetta Afonso sobre o assunto mais não são que a promoção da grafitagem a «arte urbana». Boa justificação cultural… — Duma certa cultura de esbanjamento de dinheiro público. No caso, com sucata pintalgada.
Dêste jogar do dinheiro do Metropolitano de Lisboa ao lixo (tapumes de obras não passam disso, naturalmente), enche-se gente estimável, amiga e sempre necessitada a quem se pode chamar muito acertamente… «artistas». Enche-se de brio, quero dizer…
Quanto a tapumes de obras, por mais que os pintem e adornem, hão-de ser sempre e só tapumes de obras, nada mais.
Enfim, bem, aqui temos um luxuoso álbum a enriquecer… — enriquecer é bem o termo — a enriquecer-nos com tamanha originalidade.
O texto é em prosa escorreita por quem, ao menos, sabia a história dos lugares da cidade de que falava.
Menos mal.
Fotografias sofríveis duma Lisboa dos anos 90 que não dava para mais, mas que, ao fim de três décadas, algumas (só algumas) dão saudade.



Fotografias: Florista, Rossio; Cacilheiros, Rio Tejo e; Apontando o Tejo, Cais do Sul e Sueste.
Homem Cardoso, in op. cit, pp. 23, 50 e 54-55.
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